Proxy móvel parece caro — mas o cálculo por GB conta outra história
Proxy móvel tem fama de ser a opção mais cara do mercado. Não é fama à toa: é o tipo de infraestrutura mais custosa de operar, porque depende de dispositivo físico real, SIM de operadora real, e não de servidor virtual replicável ao infinito. Mas caro por unidade de infraestrutura não é a mesma coisa que caro para quem usa — e é aí que o modelo de cobrança decide tudo.
Dois jeitos de cobrar proxy
O mercado de proxy cobra de duas formas bem diferentes:
Por gigabyte consumido: você paga por cada GB que passa pelo proxy. É o modelo mais comum entre provedores de proxy residencial e móvel — e hoje gira em torno de US$ 2,20 por GB nesse tipo de serviço. Parece pouco isolado, mas escala rápido: 20GB no mês já são US$ 44.
Por vaga (assinatura fixa): você paga um valor fixo pelo dispositivo alocado, independente de quanto GB passa por ele naquele mês. A SelfProxy cobra assim: US$ 7 por mês, por vaga — não existe contador de gigabyte na fatura.
A conta que ninguém faz antes de comparar preço
Quando alguém vê "US$ 7/mês" ao lado de um provedor anunciando "a partir de US$ 1/GB", o instinto é achar que US$ 1/GB é mais barato. Só que isso ignora quanto você realmente consome. Fazendo a conta:
| Consumo mensal | Cobrado por GB (US$ 2,20/GB) | SelfProxy (US$ 7/mês fixo) | Custo efetivo por GB no SelfProxy |
|---|---|---|---|
| 3 GB | US$ 6,60 | US$ 7,00 | US$ 2,33 |
| 5 GB | US$ 11,00 | US$ 7,00 | US$ 1,40 |
| 10 GB | US$ 22,00 | US$ 7,00 | US$ 0,70 |
| 20 GB | US$ 44,00 | US$ 7,00 | US$ 0,35 |
| 30 GB | US$ 66,00 | US$ 7,00 | US$ 0,23 |
| 50 GB | US$ 110,00 | US$ 7,00 | US$ 0,14 |
O ponto de equilíbrio fica em torno de 3,2 GB por mês. Abaixo disso, cobrança por GB pode sair mais barata em valor absoluto. Acima disso — que é a realidade de praticamente qualquer uso real, seja automação, scraping, monitoramento ou integração — a assinatura fixa já vence, e a vantagem só cresce com o uso. Em 30GB, a diferença é de quase 10 vezes.
Por que o preço por GB é estruturalmente mais caro
Cobrança por GB tem um incentivo embutido contra o cliente: quanto mais você usa, mais a plataforma fatura, sem custo marginal proporcional para quem vende (a infraestrutura por trás já está paga e ociosa entre uma requisição e outra). Cobrança por vaga inverte esse incentivo — o provedor ganha por disponibilizar acesso, não por cada byte, então não existe motivo para desenhar o produto pensando em maximizar seu consumo.
Para comparação de referência: uma linha de celular pré-paga comum no Brasil custa algo como R$ 50 por 30GB — menos de R$ 2 por gigabyte na ponta, o que é o custo real da infraestrutura de rede móvel no varejo. A distância entre isso e US$ 2,20/GB cobrado por proxy é margem de serviço, não custo de rede. A SelfProxy opera sobre a mesma infraestrutura de operadora real — a diferença é que não repassamos esse modelo de cobrança por byte para o cliente final.
A parte que preço nenhum compra sozinho: qualidade do IP
Preço baixo por GB não serve de nada se o IP for bloqueado na primeira requisição. O que sustenta o argumento de custo aqui é que o IP por trás da assinatura fixa é o mesmo padrão de qualidade que os provedores mais caros vendem: dispositivo Android real, IP de operadora real, indistinguível de usuário comum. Você não está trocando qualidade por preço — está pagando pela mesma qualidade, só que sem o medidor de gigabyte tentando maximizar sua fatura.
Próximos passos
Antes de comparar "US$ X/mês" com "US$ Y/GB", estime seu consumo mensal real e faça a conta completa — não a unidade isolada. Na prática, qualquer uso acima de poucos gigabytes por mês já inverte a vantagem a favor da assinatura fixa.
